Formados em 2023, os Turbo Danger acabam de lançar o seu primeiro trabalho. Trata-se de Blackout, um EP de quatro pujantes temas, que promete fazer as delícias de qualquer fã de uma boa dose de rock.
“Duro, direto, pesado e com uma atitude punk”. É o que podemos ler na breve biografia da banda no seu Bandcamp. E, após escutar este primeiro trabalho, não poderia estar mais de acordo com esta descrição.
Este quarteto é composto por João Nunes na voz, Carlos Gomes na guitarra, Osvaldo Almeida no baixo e Jorge Silva na bateria. Tudo malta já com uma larga experiência nestas andanças,oriundos de outras bandas e sonoridades deste burgo.
Neste Blackout, nenhuma faixa tem mais do que três minutos, mas também não precisa, faz o que se propõe a fazer em dois minutos e pouco. Por vezes, menos é mais. Aqui, é um desses casos.

Para abrir as hostilidades, temos a “Undress Code”, com um daqueles riffs orelhudos e contagiantes. Rápida, sem pedir licença e com muita garra.
Segue-se a “Alien Sex Drug”, com uma letra bem esgalhada, para acompanhar mais uma dança punk com todos os ingredientes habituais.
“Villain” é, talvez, a faixa mais pesada, a começar pelo som da própria guitarra ou alguns breaks e fills de bateria bem potentes.
Para fechar, temos a “Panic Attack”, que tem José Mendes como guitarrista convidado, faz logo soar aos melhores trabalhos que Lemmy e companhia faziam nos seus tempos áureos.
No fim de dez minutos galopantes, ficou a vontade de ouvir mais. Blackout não tenta reinventar a roda ou criar um novo género. E está tudo certo. É, acima de tudo, boa música rock sem amarras nem fronteiras. Poderoso, punk e feroz, mas com um sorriso nos lábios. E é assim que deve ser.
