Beach Wreck – Hooked | Bem-vindos ao futuro do rock nacional

Foi esta semana lançado o álbum de estreia dos Beach Wreck, na ressaca da segunda edição do festival que os próprios criaram para divulgar boa música nacional.

E, por falar em boa música, este “Hooked” é uma autêntica obra-prima da música rock, criada por jovens destemidos, sem medo de arriscar e sempre a tentar fazer cada vez melhor. Ao longo das nove faixas, vamos sendo presenteados com belas doses de puro rock. Riffs orelhudos, letras que ficam na memória e uma vontade enorme de abanar o esqueleto a dançar.

Sentimos até, em alguns momentos, uma certa inocência e a ingenuidade, típica de quem é jovem e não está preocupado em fazer aquilo que os outros querem. E isso é fantástico. É também isso que dá a este “Hooked” o sentimento de libertinagem que tão bem encaixa na onda musical da banda.

Por outro lado, custa acreditar que este seja o primeiro álbum da banda, tal é a qualidade destas faixas. As letras, muitas delas, são bem mais complexas e interessantes do que inicialmente aparentam. Toda a sonoridade é recheada de referências, vários estilos e muita variedade. É uma gigantesca poção mágica de muito boa música.

Temas como a “Static” ou “Daisy”, apenas para ilustrar pois não há nenhuma gordura neste álbum, são já de uma maturidade musical que não está ao alcance de muitas bandas ainda jovens. Escusado será dizer que tudo o que se ouve em “Hooked” é ainda mais brutal e maravilhoso ao vivo, onde eles nadam como peixes deste rio que nos abraça.

A voz de Alexandre Gouveia, qual Pete Doherty ou Alex Turner camarro, a fundir-se de forma natural com os riffs magnéticos de Bruno Medina, as linhas nunca discretas de David Catarino e a sempre frenética, mas também apaziguadora, bateria de Artur Miranda formam este quarteto fantástico, ao qual resta-me desejar longa vida, por mais álbuns deste calibre e muita música formidável. Parabéns, malta.

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